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    Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008


    Bebeto de Freitas

    Foto: globoesporte.com

    A onda do dia é demonizar Bebeto de Freitas, o presidente do Botafogo que ontem invadiu o campo esbravejando contra o gol de empate botafoguense anulado pelo árbitro. O blog do Trivela, por exemplo, o coloca colocado no mesmo saco dos vários cartolas caricatos e despreparados que tanto mal fazem ao futebol brasileiro. (No globoesporte.com, estão os vídeos do gol anulado e da invasão de campo do Bebeto.)

    Atitudes como essa - não é a primeira vez que ele invade o gramado para discutir com juiz - ou como os ruidosos protestos contra a arbitragem nas finais do Campeonato Carioca deste ano acabam tomando proporções maiores do que toda a sua obra como presidente do Botafogo. Bebeto de Freitas assumiu o alvinegro em 2002, ano do rebaixamento à Série B, e poucos acreditavam que o 'apequenamento' do clube pudesse ser revertido. Seis anos depois, o Botafogo voltou a ter credibilidade como "produto" e atrai patrocinadores, voltou a figurar entre os principais times do país, e tem uma estrutura que, se ainda não é de primeiro mundo, ao menos dá condições de trabalho aos atletas: a sede de General Severiano foi reformada e hoje recebe os treinos dos profissionais; o CT de Marechal Hermes, subúrbio do Rio, foi recuparado e é usado pelas categorias de base; e o Engenhão foi arrendado pelo clube, oportunidade que foi desprezada pelas diretorias dos rivais Flamengo e Fluminense.

    Bebeto de Freitas deveria, no mínimo, assumir que não consegue conter seu lado torcedor durante as partidas e evitar fazer esse tipo de papel. Bebeto, que deixará a presidência do Botafogo ao fim do ano, será lembrado por muitos pelas invasões de campo e pelo "chororô", e não por ter devolvido a esperança e a auto-estima à torcida botafoguense.

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    por Paulo Torres  às  11:14 PM   //   0 comentários