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CAMPEÃO DE INVERNO:
O Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo mostrou o melor futebol do primeiro turno e chega à metade do Brasileirão na ponta da tabela, três pontos à frente do Santos, o segundo colocado. O time celeste assumiu a liderança na terceira rodada, foi ultrapassado pelo Internacional na sexta rodada, graças aos pontos ganhos pelo Colorado no tapetão, mas já na oitava rodada o Cruzeiro retornou à ponta para não mais perdê-la.
A campanha foi simplesmente arrasdora: 23 jogos, 14 vitórias, 5 empates e 4 derrotas. O melhor ataque do torneio é o Cruzeiro, com 52 gols, sendo que Deivid e Aristizábal marcaram 15 gols cada um e estão entre os maiores artilheiros. O Cruzeiro ainda não perdeu jogando no Mineirão e manteve-se invicto até a 11a. rodada. Se mantiver o ritmo, não tem pra ninguém: o Cruzeiro tem tudo para conquistar seu prmeiro Campeonato Brasileiro.
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SELEÇÃO DO PRIMEIRO TURNO:
Velloso (Atlético-MG), Maurinho (Cruzeiro), Luizão (Cruzeiro), Cléber (Figueirense) e Léo (Santos); Dudu Cearense (Vitória), Renato (Santos), Alex (Cruzeiro) e Vélber (Paysandu); Luís Fabiano (São Paulo) e Dimba (Goiás).
Técnico: Paulo Bonamigo (Coritiba)

O CRAQUE:
Alex foi o grande nome do Brasleirão até aqui. Maestro do líder do campeonato, o Cruzeiro, ele tem brilhado a cada partida. Belos gols, cobranças de falta perfeitas, assistências açucaradas para os artileiros Deivid e Aristizábal, Alex parece estar no melhor momento de sua já vitoriosa carreira. Foi um dos jogadores mais escalados para a nossa Seleção da Rodada. Basta ver uma partida do super-Cruzeiro sem o seu maior craque para ver a sua importância para a boa campanha da equipe: das 4 derrotas cruzeirenses, Alex só esteve em campo contra o Figueirense.

O GRINGO:
No atual campeonato brasileiro, há mais de uma dezena de jogadores estrangeiros, e dentre eles o grande nome é o colombiano Aristizábal. Ari chegou no início do ano ao Cruzeiro, cercado por desconfianças. Afinal, já é um jogador veterano e estava no Vitória, um time de pouca exposição na mídia nacional. Teve de suar muito nos treinos pra garantir a posição de titular e colocar Mota, artilheiro do Cruzeiro no campeonato estadual, na reserva. No Brasileirão, Ari tem feito grandes partidas, e chegou a fazer três gols no mesmo jogo contra o Coritiba, contra o Atlético-PR e contra o Bahia.
Aristizábal está brigando com Dimba eLuís Fabiano pela artilhariado campeonato, e pode quebrar dois tabus: até hoje, nunca um estrangeiro foi artilheiro do Campeonato Brasileiro; e nunca o Cruzeiro teve um artilheiro.

O MATADOR:
Dimba, que em 2002 marcou 17 gols jogando pelo rebaixado Gama, vem repetindo o desempenho nesse ano: em 23 rodadas, já marcou 17 gols no Brasileirão 2003. É praticamente a metade dos gols do Goiás, que fez 35. Dimba é um verdadeiro fenômeno: participou de todas as 23 partidas do Goiás, e marcou gols em 14 delas.

ROMÁRIO:
Podem me chamar de viúva do Romário, podem dizer que ele é um ex-atleta, que não soube o momento de parar. Mas é indiscutível que Romário é o jogador que mais atrai as atenções do público, um dos poucos aind capaz de levar torcedores ao estádio apenas para vê-lo jogar. O Baixinho, que brilhou nos últimos três Brasileirões, estava no futebol do Qatar quando o atual campeonato começou.
Ele voltou ao Fluminense já na décima terceira rodada, e estreou marcando um gol na derrota de 3x2 para o Goiás. Em sua segunda partida, marcou três vezes na vitória de 5x2 sobre o Guarani. Um deles, um golaço de meia-bicicleta. Na 15a. rodada, contra o Corinthians, saiu no intervalo, contundido. Ficou mais quatro rodadas de fora, e retornou marcando mais um, na derrota de 4x1 para o Santos. Jogou mal nas três últimas rodadas do turno, contra São Caetano, Juventude e Cruzeiro. Chegou a pedir desculpas para a torcida tricolor após a derrota frente ao Juventude, por "ter prejudicado o desempenho da equipe". Com cinco gols em oito partidas, Romário tem ainda uma média excelente de gols, mas isso de nada adianta se o Fluminense não começar a mostrar um bom futebol e sair da zona de rebaixamento. Uma queda para a Segunda Divisão mancharia de forma definitiva o currículo do maior craque do futebol brasileiro depois da Era Pelé.

AS REVELAÇÕES:
A cada ano, o Campeonato Brasileiro revela novos talentos. Esse ano não é diferente: enquanto as grandes revelações das últimas temporadas (Kaká e Robinho) são contestadas pelos mesmos torcedores que os idolatravam, novos craques surgem aos montes. Os que mais se destacam são o promissor atacante Nilmar, do Internacional, e Leonardo, do Criciúma, o seguro zagueiro Adaílton, do Vitória, o meia Jerri, do Santos, e os goleiros Rodrigo Calaça, do Goiás, e Lauro, da Ponte Preta. Este último só conseguiu a posição de titular após a convocação de Alexandre Negri para a Seleção sub-23, e se destacou com um gol de cabeça que salvou a Ponte da derrota frente ao Flamengo, na 22a. rodada.

OS INTERINOS:
A adoção do campeonato de pontos corridos parece ter sido extremamente prejudicial para uma categoria: os técnicos "apagadores de incêndios", aqueles medalhões que costumeiramente eram contratados para tentar tirar um time da zona de rebaixamento nas últimas rodadas - e dar satisfação à torcida. Nomes como Carlos Alberto Torres e Valdyr Espinosa, amvbos desempregados. Com um torneio mais longo, os times parecem mais dispostos a dar oportunidade àqueles que já conhecem o elenco e a estrutura do clube, mas ainda não têm experiência como treinadores. Só nesse primeiro turno, seis interinos foram efetivados: Roberto Rojas, no São Paulo; Raul Plasmann, no Juventude; Barbiéri, no Guarani; Marcelo Oliveira, no Atlético-MG; Mauro Galvão, no Vasco; e Saulo Freitas, no Paraná. Outros dois não tiveram a mesma sorte e voltaram a seus cargos de origem: Gílson Gênio, do Fluminense e Nelsinho Góes, do Vitória.

A DEBANDADA:
Os dólares, euros, rublos, ienes e dinares têm seduzido muitos jogadores em plena disputa do Campeonato Brasileiro. Talvez mais do que os valores, a garantia de receber o salário todo mês, sem atrasos, seja o que mais atrai nossos craques para o exterior. A lista dos jogadores que deixaram o Brasil durante esses quatro meses de campeonato é extensa:
RÚSSIA: Jorge Wagner e Leandro (Corinthians)
BULGÁRIA: Souza, Henrique e Léo Lima (Vasco)
JAPÃO: Marques (Vasco), Marcelo Ramos e Jussiê (Cruzeiro), Róbson (Paysandu)
CORÉIA DO SUL: Nádson (Vitória)
QATAR: Alessandro (Atlético-MG)
ARGENTINA: Iarley (Paysandu)
MÉXICO: Allann Delon (Vitória)
TURQUIA: Fábio Luciano (Corinthians)
PORTUGAL: Anderson Polga (Grêmio)
ESPANHA: Rodrigo Fabri (Grêmio), Ricardo Oliveira (Santos), Júlio Baptista (São Paulo)
FRANÇA: Deivid (Cruzeiro), Reinaldo (São Paulo)
INGLATERRA: Kléberson (Atlético-PR)

O GOLAÇO:
Pela vigésima rodada, Atlético-PR e Bahia se enfrentavam na Arena da Baixada. Aos 4 minutos do segndo tempo, a partida estava empatada em um gol.O goleiro rubro-negro Diego saiu jogando com Dagoberto, que estava na intermediária de seu campo. A jovem promessa paranaense arrancou rumo ao campo de ataque, deixando seu mrcador para trás. No campo adversário, Dagoberto continuou conduzindo a bola, os jogadores do Bahia pareciam não acreditar na arrancada do camisa 9 e só foram dar combate na entrada da área. Três defensores ficaram pelo caminho, e quando o quarto jogador do Bahia chegava para tentar impedir o chute, Dagoberto bateu na saída do goleiro Emerson, fazendo um dos gols mais bonitos que o Campeonato Brasileiro já viu.

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